domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Dossiê Rubicão: ficção cheia de mistérios e realidade




“- Quem morreu?
O obituário do dia, escrito pela Editoria de Cultura, apontava o ator inglês Francis de Wolff.
- Nunca vi mais gordo, disse para si mesmo.”

Ramiro Batista, escritor de sensibilidade e talento, pesquisador sério, crítico, inteligente... Um nome respeitado, que muito promete.
Não sei se já passou pela cabeça de Ramiro, mas ao ler a sua obra de ficção, O Dossiê Rubicão – Quando a morte assume o poder (Editora Batel), preenchida de fatos reais, desejei que a mesma fosse parar em mãos certas, para ser transformada numa importante minissérie da TV brasileira ou, quem sabe, num longa metragem.
O magnífico trabalho, com suas interessantes e muito bem escritas 512 páginas tem como pano de fundo, o período de lutas pelas eleições diretas no Brasil.
O romance traz instigantes e intrigantes doses de sexo, poder, drogas, traições, frustrações, investigações policiais, reflexões jornalísticas, interesses pessoais, políticos e financeiros e, entre as inúmeras sutilezas que permeiam essa obra literária, certos momentos regados a Campari.
A obra é rica em detalhes: descrições minuciosas sobre a atmosfera dos anos 80, sensações utópicas de uma fase, particularidades do jornalismo brasileiro e, entre outros, importantes fatos históricos da época.
O Dossiê Rubicão – Quando a morte assume o poder é um livro indispensável aos jornalistas veteranos e, principalmente, aos iniciantes. Também aos mestres, estudantes e estudiosos da disciplina História e aos que acham importante entender o passado para compreender o presente.
Uma livro de agradável leitura, cheio de mistérios, que tem um desfecho muito interessante, o qual finaliza com uma carta deixada ao protagonista do romance, Gustavo Guerra, pelo seu coadjuvante, Leon Machado. Carta com um teor poético marcante, que me fez lembrar o “Último discurso” de Charles Chaplin.
Ramiro Batista é formado em jornalismo e Literatura e vive em Belo Horizonte/MG com a mulher e filha. Trabalhou no jornal Estado de Minas e nas assessorias de imprensa da Secretaria de Estado da Cultura, da UFMG e da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, onde, como funcionário de carreira, dirigiu a TV Assembléia e a Diretoria de Comunicação Institucional.
Com capa de Júlio Lapenne, sobre foto de Orlando Brito, O Dossiê Rubicão – Quando a morte assume o poder é um livro surpreendente, um trabalho literário de altíssima qualidade, que merece ser lido por todos que desconhecem essa parte da história recente do nosso país, e até mesmo por aqueles que buscam um excelente romance, como entretenimento para alguns finais de semana. Indico a você, leitor.
Contatos com o autor: odossierubicao@gmail.com – Site: http://www.odossierubicao.com.br/

sábado, 15 de janeiro de 2011

Aconselho-te crueldade e Viavária: sensiblidade aconselhável no ofício do escritor




























Acabo de ler e comento com muita emoção, de Fernando Fábio Fiorese Furtado, o livro: “Aconselho-te crueldade” e de Iacyr Anderson Freitas: “Viavária”, ambos publicados com os recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Juiz de Fora - Murilo Mendes.

“Aconselho-te Crueldade”, primeiro livro de contos do poeta e escritor Fernando Fábio Fiorese Furtado (Nankim Editorial\Funalfa Edições), um trabalho literário, sem exageros, espetacular!
Espetacular, principalmente, pela complexidade artística extraída do universo teatral, cinematográfico, filosófico... e, sobretudo, poético. Criação arrojada, que deu vida a personagens extremamente humanos: intrigantes, perceptivos, neuróticos, sensuais, enigmáticos, brincalhões... tão comuns, tão reais, preenchidos de poesia: Ulisses, Alzirinha, Darcy, Tia Nininha, Dr. Basílio, Tia Ritinha, Tia Olinda, Humberto, Ruth, Ana, Paulo Preto, Julinho, Dudu, Nando, Minervina, Zé do Amaro, Antônia, Capitão Bastos, D. Geralda, Teresa, Nuno, Frederico, Cláudio, Carla, Otto e tantos outros.
Além do foco em personalidades tão marcantes: Heráclito, Baudelaire, Kafka, Clarice Lispector, Drummond, Rubem Fonseca, Emily Dickinson, Proust, Augusto dos Anjos...
Quatorze contos permeados de questionamentos, reflexões, vivências, risíveis circunstâncias, ironias... Descrições tão bem examinadas, imagens que instigam, perturbam, divertem... e, principalmente, deixam escorrer um lirismo que suaviza muitos dramas e anseios humanos.
Admiro a maneira com que Fiorese conversa com os seres inanimados de sua escrita, personificando-os no perfeito momento em que os mesmos solicitam, desejam e/ou exigem.
Todos os contos são muito interessantes, destaco: “Um terno para K” – maravilhoso! Mesmo quem pouco conhece o incrível Molière sentirá a prazerosa inspiração tão bem dirigida.
A sensação que tive ao ler “Aconselho-te Crueldade” foi a de constante movimento: um pulsar envolvente de ritmos muito bem selecionados, organizados, que geram emoção ao leitor/expectador, tal qual a trilha sonora de um bom filme. Enfatizo, portanto, a agradável atmosfera mineira que envolve a maior parte dos contos. Uma leitura muito estimulante.
Um livro que recomendo a todos que gostam de vida, poesia, da arte de viver e das artes em geral.

Senti em “Viavária” (Nankin Editorial\Funalfa Edições), livro de poemas de Iacyr Anderson Freitas, que o prazer da poesia é, muitas vezes, o de ser esculpida em sacrifício.
Nesse livro o autor de “Viavária”, reconhecido como um dos grandes nomes da poesia contemporânea brasileira, se faz cúmplice das rimas, as quais não se deixam intimidar pelo rigor que exigem os versos. Consciente de seu processo de criação, transpira emoção e se entusiasma com a técnica, sem nenhum receio dos chamados vanguardistas. Sua escrita é tão intensa, que os efeitos textuais sonoros parecem querer cantar em nossos ouvidos.
Os dez capítulos poéticos, que trazem vários poemas, conforme o livro é estruturado, são muito interessantes e de agradável leitura. Destaco um pouquinho desses capítulos, para afirmar o expressivo conteúdo do livro:
“Álbum de Retraços” – “O poeta louva sua escrivaninha”: “Penso às vezes: sobre ti\quanto de mim foi escrito?\Livros que fiz ou que li,\longas laudas em conflito?\(...)”. Tão impressionante que consigo ver os sentimentos dos objetos.
É pura alma, quando fala de saudades, no belíssimo poema para o Chico Lins: “Mais que teu livro, guardo comigo\o rastro da tua morte,\o amor que não conhece o perigo\de estar além do que a mão suporte.\(...)\Se não partistes assim, tão brusco.\Agora esse janeiro há de estar\preso à memória, no lusco-fusco\onde findam as horas sem par.\(...)”.
Em “Quilombo” escreve como um abolicionista indignado, apaixonado, sedento de justiça, de verdades e deixa escorrer em seus versos: resignação, agonia e as dolorosas dores dos irmãos de Zumbi do Palmares: “Não poderá ser livre\quem luta entre muralhas\e sofre ao defendê-las\de canhões e canalhas.\Nenhuma liberdade\foi feita para os guetos,\para os pobres de sempre,\mulatos, índios, pretos.\Logo, aqui se tem\o quilombo possível\de quando a liberdade\teima em baixar de nível.”
Com “Das cidades em fuga” confirma com precisão e muita criatividade a sua arquitetura poética e me faz lembrar dos seguidores de Moisés, homens difíceis, de areia, desertos, em busca da terra prometida. São essas cidades que estão fora e\ou entranhadas dentro de nós. Vejamos: “Cidades não se fazem\com nenhum improviso.\O que parece vago\teve traço preciso.\Não existe surpresa,\acaso ou acidente.\Só a justa medida,\melhor se inconsciente.\Só o fluxo, a rotina\de entrever o já visto\e dele retirar\até o último cisto.\As pessoas não fundam\as cidades que alinham: fazem-nas com o barro\que elas mesmas continham.”
Encerra, portanto, com dois testemunhos poéticos, numa total expressão de sentidos, com o que é sentido, com aquilo que dá sentido e com o talento de um poeta conscientemente sensível: “Uma coisa é sentir o corpo\quando tudo em volta é gelo e bruma,\outra coisa é não ter o corpo,\apenas o frio vapor\que a morte esfuma.\Perder tudo\menos a lembrança\de uma sombra qualquer de quaresmeiras,\de lenhas fumegando, de um cesto\de pão sobre a mesa, da hora breve\de um banho, do beijo trocado\entre vitrais de espera, Perder tudo,\menos a memória da perda,\isso sim é estar\sem eira nem beira,\tendo apenas\a perda\por companheira.”
Um livro curioso, cheio de emoção.

Fernando Fiorese nasceu em Pirapetinga, Zona da Mata Mineira, no dia 21 de março de 1963. Residindo em Juiz de Fora (MG) desde 1972, participou do grupo de poetas, escritores, artistas plásticos e fotógrafos que, durante os anos 80, editou o folheto de poesia “Abre Alas” e a revista “d’lira”. Poeta e contista, tem três livros de poesia publicados, e ainda o ensaio "Trem e cinema: Buster Keaton on the railroad" (1998), além de contos e poemas em coletâneas, antologias e periódicos do Brasil, Itália, Portugal, Argentina, Espanha e Estados Unidos. Doutor em Semiologia pela Faculdade de Letras da UFJF e professor da Faculdade de Comunicação e do Mestrado em Letras da UFJF, desenvolve pesquisas nas áreas de Imagem e Literatura, com publicações regulares em coletâneas de ensaios e revistas especializadas. Em co-autoria com Iacyr Anderson Freitas e Edimilson de Almeida Pereira, publicou em 2000 a antologia poética bilíngüe (português/castelhano) "Dançar o nome", acompanhada de um CD com a leitura dos poemas pelos autores. Tem no prelo "Corpo portátil e poesia anterior", que reúne os seus livros de poesia escritos entre 1986 e 2000.

Iacyr Anderson Freitas nasceu em Patrocínio do Muriaé\MG, em 1963. Formado em Engenharia Civil pela UFJF, obteve também, pela mesma instituição, o título de Mestre em Teoria da Literatura. Publicou diversos livros de poesia, ensaio literárioe prosa de ficção, tendo recebido várias premiações no Brasil e no exterior. Sua obra se encontra bastante divulgada em outras línguas e países (Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, estados Unidos, França, Itália,, Malta e Portugal). Além de colaborar intensamente na imprensa brasileira, já publicou poemas e textos críticos em “Arquitrave” e “Comum Presencia” (Colômbia), “Fokus” (Malta), “International Poetry Review” (USA), “Los Rollos del Mal Muerto” (Argentina), “O Comércio do Porto” e “Saudade” (Portugal), “Private” ), “Punto di Vista”, “Ricerca Research Recherche” e “Semicherchio” (Itália), “Rimbaud Revue” (frança) e “Serta” (Espanha).

Contatos com Fernando Fábio Fiorese Furtado: fernando.fiorese@acessa.com.
Contatos com Iacyr Anderson Freitas: iacyrand@yahoo.com.br e iacyrand@gmail.com.

Capas dos livros: Ozias Filho – Foto dos autores: Beatriz Colucci

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ivinho Lopes: tipo exportação










Quando encontrei, no XXIV Psiu Poético - Salão Nacional de Poesia de Montes Claros, com Ivinho Loppes, grande músico brasileiro, me lembrei do que disse o saudoso maestro brasileiro Antônio Carlos Jobim: “a saída para o músico brasileiro é o Galeão”.
Fiquei ali, conversando com Ivinho - que hoje reside na França - artista gentil, inteligente, educado... ao mesmo tempo em que refletia sobre a nossa música popular brasileira. A reflexão, portanto, aumentou quando ouvi seu CD “Lexedenguin”; um trabalho maravilhoso que merece estar tocando diariamente, também, nas rádios do Brasil, pois quem ganharia com isso seria o ouvinte brasileiro.
A voz de Ivinho é livre, suave, consciente, afinadíssima, rouca, prazerosa e lamentadora ao mesmo tempo, relativamente arrastada, caminhando para o melhor do blues universal.
“Lexedenguin” traz uma riqueza de diferentes gêneros musicais, curtida nas raízes do baião, samba, blues, funk, folk, frevo, bossa nova... A facilidade com que esse músico traduz e conduz todos esses gêneros, nas nove faixas do CD, não deixa dúvidas de que ele é um exímio estudioso e conhecedor desses ritmos musicais, expressos com tamanha perfeição.

O que mais me chamou atenção em seu CD foi a primeira faixa: “Agnes”. Vejo contida na mesma, uma rara habilidade, num jogo de poema concreto e no original do rap que resulta num som muitíssimo criativo; nesta, também, achei muito interessante a inclusão incidental da canção: “Papagaio do futuro” de Alceu Valença, participante do Festival Abertura da TV Globo em 1975.
Ressalto, entretanto, que todas as faixas são de excelente qualidade: a faixa 2 – “Olga Maria” – ( “Eu acordei sonhando com a Olga Maria\Dorival Caymi o mar da Bahia (...) carnaval la da Bahia\terno de Reis de folia...”); Muito bacana! É o Brasil presente em, praticamente, todo seu trabalho! Observem um pouquinho da faixa 6 – “Frutas do Sertão”: “Nos caminhos desse lado\afundar pelo serrado\percorrer Buritizeiro\Pirapora, Guacuí\Januária, Montes Claros\São Francisco, São Romão\Na estrada deitar e rolar\chupar frutas do sertão\umbu, manga, melão\caju, araçá, aití\(...)”. A faixa 4 – “Pequenina” – é agradável sentimento, traz um pouquinho de francês, um charme! “Apague a Luz”, faixa 5 é uma obra prima, uma verdadeira poesia, linda! Traz metáforas muito bem construídas; juntamente com uma melodia maravilhosa. “Quem mora no mato”, faixa 6, também é uma poesia, um lirismo cheio de ternura e ecologia, nesta o violão e a percussão soam com muita alma. “O xamego”, faixa 7, é uma brincadeira dançante, muito interessante, alegre e cheia de ritmo e swing. “Coração Amaro”, faixa 8, dedicada a Caetano Veloso, uma homenagem muito bem merecida.
A faixa 9,” Lexedenguin”, título do CD é regionalismo puríssimo, um xote brasileiro de quem vivencia, para saber cantar do que está falando. Uma musicalidade que faz a emoção vibrar e o corpo todo remexer. Conclusão: um trabalho singular, de qualidade indicutível!

Cinco, das nove faixas são de autoria exclusiva de Ivinho Loppes. Exceção apenas para “Apague a luz”, parceria com Marcílio Diniz e Sérgio Fantini; “O xamego”, autoria de Zé Cavalo Véio; “Coração Amaro”, parceria com Márcio Levy; e “Lexedenguin”, parceria com Inácio Loiola e Juniô Assurua.

Ivson Roberto Lopes, o Ivinho Loppes é cantor, compositor e performer brasileiro. Sempre acompanhado por seu violão, ele se apresentou em vários lugares que vão desde o Teatro João Gilberto, em Juazeiro\BA ao grande teatro do Palácio das Artes em Belo Horizonte\MG, mas também em festivais, projetos culturais em diversas universidades, feiras e bares nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro e em muitos outros, onde se apresentou ao lado de talentosos músicos brasileiros. Sua música está enraizada na mistura de diferentes gêneros musicais, como samba, baião, blues, rock, funk, os ritmos folk, bossa nova, frevo e marchinhas. Já abriu shows de Zé Ramalho, Sá Guarabira Trio Virgulino, Beto Guedes, Marku Ribas e Nando Reis. Hoje vive em França e tem realizado concertos em Zurique e Genebra, na Suíça. Também mostrou sua música na exposição brasileira de pintura no ateliê de Jacques Charrier (ex-marido de Brigitte Bardot), em Paris e na inauguração da primeira exposição mundial "Os Cangaceiros", em Montpellier, Gala VI Congresso Europeu de Acarologia do castelo para Vérargues Pouget. Também se apresentou em eventos e apresentações populare brasileiras com a boneca de pano de tamanho humano Nega Maluca. Já percorreu vários países europeus: Bélgica, Alemanha, Áustria, Holanda, Espanha, Suíça, Eslováquia, Itália, Luxemburgo e Portugal.
“Lexedenguin” foi produzido e dirigido musicalmente por Ivinho Loppes e Marku Ribas, com arranjos da dupla, tendo a participação dos músicos Marku Ribas, Eduardo Machado, Sérgio Silva, Caxi Rajão, Valtinho, Giuliano Fernandes, Cláudio Stalino, Guilherme Bahia, Márcio Levy, Wanderson lopes e Anderson Oliveira.

Respeitado pelo seu talento em seu país de origem, o músico\compositor e intérprete Ivinho Loppes hoje é respeitado, também, em outros países, onde o seu trabalho é divulgado.


“Lexedenguin” é um trabalho fonográfico para quem tem sensibilidade e gosta de música de qualidade. Contatos com Ivinho Lopes: ivsonloppes@yahoo.fr

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tatiana Cobbett e Marcoliva em Bendita Companhia
















Benditos sejam eles que estão a enriquecer o universo musical brasileiro com o álbum Bendita Companhia - CD da dupla Tatiana Cobbett e Marcoliva, uma rica e variada combinação de ritmos brasileiros, além de estrangeiros.
É perceptível o intenso trabalho de pesquisa, o qual foge ao óbvio e surpreende com uma multimusicalidade que traz, entre outras, representações e nuances sonoras genuínas de fados, tangos, ritmos castelhanos, a beleza do som da sanfona, o forró pé de serra, cirandas, cocos, frevos, xote, xaxado, diversas cantorias regionais...

Tive a oportunidade de vê-los no palco, durante o XXIV Salão Nacional de Poesia – Psiu Poético, em Montes Claros\Minas Gerais e alí pude perceber a Incrível química que há entre os dois, pela dupla sedução cênica, vozes que se complementam, o lúdico e sensações que se fundem e nos presenteiam com uma musicalidade sensivelmente poética.
Artistas indiscutivelmente competentes, ousados no experimentalismo, conscientes de cada movimento e expressão corporal-musical; em alguns momentos me lembraram os inesquecíveis Doces Bárbaros, formado por Gil, Caetano, Betânia e Gal, nos anos 70: pela ousadia, magnetismo, inovação, poesia e sensualidade. Um DVD com o show merece ser produzido para um futuro breve, pois as performances cênicas são de rara beleza.
A sutileza da voz de Tatiana Cobbett tem a capacidade de aguçar todos os nossos sentidos, ao mesmo tempo em que o preciso cantar de Marcoliva nos deixa alerta, numa intensa e gratificante sonora percepção, acompanhada do agradabilíssimo e requintado som de seu violão e de muita imaginação.

Todas as faixas do CD são de excelente qualidade musical. A riqueza de metáforas na maioria das letras é fascinante: destaco a faixa 9, “Iraque”, que é muito interessante: “Nosso umbigo transplantado num pé de girassol\ 'Tudo passa eu passarinho'\ é Quintana acenando pro que é essencial”. Destaco, ainda, a faixa 2, “Aspirina”, magnífica! Parabéns à dupla e aos demais compositores, pelo fantástico repertório. http://www.sonoraparceria.com.br/benditacompanhia

Bendita Companhia abre com “Aleivosia” de Alessandro Kramer e Tatiana Cobbett, seguido de “Aspirina”, de Marcoliva, “Brincadeira” de Tatiana Cobbett, “Chorei e Disse” de Marcoliva, “Cort Nua” de Joubert Moraes e Mariacida, “Doce Vale” de Jobert Narciso, “Dois em Um” de Marcoliva e Tatiana Cobbett, “Gangorra” de Zé Fontes e Tatiana Cobbett, “Iraque” de Marcoliva e Tatiana Cobbett, “Missa de Domingo” de Tatiana Cobbett, “No caminho” de Rafael Calegari e Nery Platt, “Pé de Serra” de Tatiana Cobbett, “Procurai” de Tatiana Cobbett, “Reggae J. Gilberto” de Marcoliva e Tatiana Cobbett, “RepenteDeu” de Mauro Gilbert e Tatiana Cobbett, “Xote Lindo” de Rafael Calegari, Zelito Coringa e Marcoliva, “Pif das Meninas” de Tatiana Cobbett, “Xote da Ribeira” de Marcoliva e “Teu Samba” de Tatiana Cobbett.

Quem são esses interessantes artistas...
'Em 1969, dona Estela encontrou seu filho de três anos, na sala, com um rabicho de ferro elétrico cantando um sucesso recente: "Debaixo dos Caracóis...", música de Roberto e Erasmo Carlos em homenagem a Caetano Veloso. Era a primeira manifestação musical de Marcos Vanderlei de Oliveira, que aos 12 anos arriscou seus primeiros acordes nas aulas de violão. Corajoso, o menino juntou, sem compromisso, palavras em composições. Colocou para fora seu talento nos auditórios escolares e em pouco tempo tocava em bares, festivais, teatros e bailes. Dedicado, aos 15 já era um profissional e percorria o Brasil participando de grupos nativistas, uma febre em meados da década de 80. Seu tempo era dividido entre músicas “gaúchas” e aulas de violão clássico.
Natural de Carazinho (RS), Marcoliva especializou-se em violão e voz. Aos 18, pelas mãos do marido de sua professora de piano lhe foi apresentada a onda Tropicalista, onde brilhava Caetano, Gal, Gil, Torquato, Mutantes, Capinam, Tom Zé... Largou o gauchismo e trocou o Rio Grande do Sul por Santa Catarina em 1994, onde começou a tocar na noite de Florianópolis. Nessa época também se apresentou com um grupo em diversas cidades argentinas. E foi amor à primeira vista seu encontro com a zamba, chacarera, chamamé, tango, entre outros ritmos do folclore da Argentina. Na capital catarinense formou sua sólida parceria com Tatiana Cobbett, com quem gravou dois discos: Meu Santo Antonio (de Nara Lisboa, em 2000) e no ano seguinte Parceiros. Atualmente, Marcoliva é professor de música e idealizador de projetos, como Crescendo com Arte, Boi de Cá, que tem o intuito de pesquisar o folclore catarinense, e o Carijó Espaço de Arte, mais conhecido como OCA'.

'Única mulher entre os cinco filhos do diretor de cinema William Cobbett e da produtora cultural, Eliana Cobbett, a carioca Tatiana Cobbett teve a presença constante da arte na sua vida. Mas foi na dança que encontrou a maneira de se expressar e de lidar com o mundo dos aplausos, do palco, das viagens e da disciplina. Bailarina formada pela Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro trabalhou durante 12 anos na companhia paulista Balé Stagium, com quem percorreu o Brasil e boa parte da América em diversas apresentações. No final da década de 1980, Tatiana aparece para as críticas pelo trabalho realizado no balé Stagium, dirigido por Marika Gidali e Décio Otero. Dos 20 e poucos anos aos 40 escreveu, idealizou e atuou no musical Mulheres de Holanda e dirigiu os espetáculos Grito das Flores, Esta Terra Portugal, Alma Flamenca e o Festival Três Bandeiras. Nessa época, cantarolar e inventar versos, que não registrava, já era a marca pessoal da bailarina. Mas seu encontro mais estreito com a música se deu como produtora nos shows de Badi Assad, Carlinhos Antunes, Tutti Baê, Janete Machnacz, Joel Brito e Nara Lisboa. Quando se mudou para Florianópolis, em 1998, Tatiana produziu e dirigiu shows e externou sua veia de letrista com Marcoliva. De lá para cá, centenas de composições e inúmeras parcerias, além do livro Básicas Composições. Seu comportamento cênico no palco é compartilhado em oficinas, onde ela desenvolve a qualidade sensorial do movimento.
Com outro trabalho em mente, Tatiana segue sua estrada arregimentando pessoas e registrando seu sensível trabalho. Há vários anos trabalhando com composições próprias, Tatiana Cobbett e Marcoliva já percorreram boa parte do país e estiveram em Buenos Aires e Montevideo.
Com direção musical coletiva, produção executiva de Tatiana Cobbett e Marcoliva, produção musical de Rafael Calegari, assistência de estúdio de Tarcísio Mafra, direção de arte, figurino e produção fotográfica de Carlos Gardin, assistência de produção de Gustavo Lociks, figurinos de Marcoliva e Cristina Guerra, designer gráfico de Juliene Doria, fotografia de Milton Carello, assistência de fotografia de Moreno, maquilagem de Marcos Mitsou e Vilma Sena nos cabelos, gravado e mixado no Lemory Studio Júlio Lemos, Bendita Companhia é uma boa pedida para quem procura um trabalho de qualidade fonográfica impecável'.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Menino Poeta: poesia, música e fantasia
























“(...) afastará o volume com desdém: - Livro para crianças!
Sem sombra de dúvidas as crianças o acolherão de braços abertos, porque elas são capazes de compreender tudo, mesmo os livros para gente grande.(...)”
A peça teatral “O menino Poeta”, baseada no livro homônimo de Henriqueta Lisboa, adaptado para o teatro por Kalluh Araújo, me fez lembrar muito este texto de Dom Marcos Barbosa, nas orelhas de “O Pequeno Príncipe”, obra máxima de Antoine de Saint-Exupéry.
“O Menino Poeta”, portanto, não me deixou dúvidas de que é uma peça teatral infantil que muito agradará, também, aquela criança que se encontra escondida no mais íntimo de nós, adultos.
É um emocionante espetáculo que recomendo, entre outros, pela beleza do texto, excelente atuação cênica e musicais maravilhosos. Tudo trabalhado com muito esmero, competência e especial habilidade.
Direção enxuta do competente Kalluh Araújo, que também assina o cenário e o figurino. Os arranjos musicais da peça trazem a assinatura do renomado músico e compositor Geraldo Vianna.
Entre as interessantes cenas, muito prazerosas e bem contextualizadas, estão as do tempo da Jovem Guarda, da TV Itacolomi ao exibir vinhetas deste canal de televisão que marcou época na cultura mineira e as projeções de imagens fascinantes de uma Belo Horizonte dos anos 60 e 70, uma viagem na história mineira e brasileira.
Outro detalhe a ressaltar são as canções de compositores de peso, como: Vander Lee, Maurício Tizumba, Pedro Morais, Celso Adolfo, Kadu Vianna, Affonsinho, Erika Machado, Renegado, entre outros.
A grande proeza é, exatamente, a deliciosa junção da poesia com a música.
Estrelado pelos atores e cantores Thelmo Lins, Wagner Cosse, Isabella Michielini e os meninos Vinicius Carvalho e Matheus Corrêa, o espetáculo baseia-se no livro de Henriqueta Lisboa, publicado originalmente em 1943.
O talento da dupla Thelmo Lins e Wagner Cosse é incontestável. Basta ouvir seus Cds “Cânticos” com poemas musicados de Cecília Meireles; “Thelmo Lins canta Drummond” com poemas musicados de Carlos Drummond de Andrade e o Cd “Trá-lá-la-lá-li Trá-lá-lá-lá-lá – Poemas musicados, da poetisa mineira Henriqueta Lisboa”, que deu origem a peça teatral “O menino poeta”.
Tudo começou quando há dois anos, enquanto excursionavam com o show “Cânticos”, a dupla foi convidada pelos familiares de Henriqueta Lisboa a realizar esse projeto ambicioso, que seria musicar seus poemas. Escolheram então 14 poemas do livro infanto-juvenil “O Menino Poeta”, escrito em 1943 e considerado uma obra prima da nossa literatura. Daí convidaram 13 compositores mineiros para essa empreitada e no início de 2009 receberam desses convidados as canções, que são: “O menino poeta” com música de Renegado, “O palhaço” musica de Affonsinho, “Os carneirinhos” musica de Érika Machado e Cecília Silveira, “Canoa” musica de Kristoff Silva, “Liberdade” musica de Pedro Morais, “Várzea” música de Vander Lee, “Tico-Tico” música de Maurício Tizumba, “Caboclo D´Àgua” música de Sérgio Pererê, “Os rios” música de Celso Adolfo, “Coraçãozinho” música de Kadu Vianna, “Passos” música de Ricardo Nazar e “Cantiga de neném” música de Ana Cristina. “Segredo” foi musicada por Thelmo Lins e “Caixinha de música” por Wagner Cosse.
E para dar uma qualidade maior ao projeto, convidaram um time de peso para as participações especiais. São eles: Gabriel Brescia de nove anos, na faixa “Canoa”; João Guilherme, afilhado de Thelmo, que com apenas um ano e dois meses fez algumas brincadeiras na faixa “Coraçãozinho”; o contador de histórias Roberto de Freitas também deu seu toque em “O menino poeta”; Regina Milagres e Graziela Cruz dividem com os intérpretes, os vocais na faixa “Passos” e “Cantiga de neném”. E para os corais infantis foram convidados crianças de oito a doze anos.
Participam do Cd Geraldo Vianna (direção musical, arranjos, violão, piano e programações), Serginho Silva (percussões), Sérgio Rabello (contrabaixo e cello), Rogério Delayon (violão de aço e guitarra), Danilo Abreu (piano), Renato Savassi (sax, clarineta e flauta) e Célio Balona (acordeom). Como técnico de gravação, Fernando César, conhecido como Cabrito, experiente profissional mineiro, que permitiu ao projeto uma lapidação sonora de qualidade impecável.
Realizado com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o Cd “Trá-lá-la-lá-li Trá-lá-lá-lá-lá – Poemas musicados da poetisa mineira Henriqueta Lisboa” é uma das melhores indicações para quem procura um trabalho musical de qualidade, para ouvir em casa ou até mesmo dar de presente a um amigo.
Para ouvir as canções, basta acessar os sites www.myspace.com/thelmolins e www.myspace.com/wagnercosse.
“O menino poeta” tem produção da Cyntilante Produções e gestão cultural de TW Comunicação e Arte e é patrocinado pelo projeto Diversão em Cena da Arcelor Mittal e volta em cartaz na capital mineira em janeiro de 2011.
Espetáculo que emociona do começo ao fim, é uma das imperdíveis peças teatrais. Quando estiver, novamente em cartaz, quem tem sensibilidade não deixe de ver. Realmente vale a pena. Para você que não reside em Belo Horizonte solicite a produção do espetáculo, que a leve à sua cidade: (31) 9991.6653. twcomunicacaoearte@uai.com.br
Contatos com Thelmo Lins: thelmotw@gmail.com

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Minas em Foco de Márcio Carvalho: todos merecem ver




















Em agosto desse ano fiz uma doação de quase trezentos livros, de minha biblioteca, para o Centro Cultural do Bairro Padre Eustáquio, Belo Horizonte. Já li, reli e gostei muito de todos que doei, mas dia após dia olhava para eles, ficava angustiado e pensava: quanto egoísmo de minha parte e que desperdício deixar esses preciosos livros e o talento dos autores descansando em minha estante... Mas aí é que está! Apesar de trabalhar incessantemente esse egoísmo, não tive coragem de doar, entre outros, Minas em Foco de Márcio Carvalho; um livro belíssimo! maravilhoso! Totalmente poético, com fotografias capazes de hipnotizar, mexer e remexer com a nossa emoção. Um incrível trabalho lítero fotográfico, que pretendo apreciar muito mais vezes e que seria importante ser apreciado por muito mais pessoas.
Além das incríveis fotografias feitas por Márcio Carvalho quero ressaltar, nesse livro, os inspiradíssimos textos escritos pelo jornalista e escritor mineiro Airton Guimarães; um deles fiz questão de colocar na íntegra, no final desse comentário, pois resume tudo que se tem a dizer sobre esse magnífico trabalho. Vale a pena conferir.

A produção e edição de Minas em Foco é do próprio Márcio Carvalho; projeto gráfico, capa e ilustrações de Alan Lima; tradução para a edição bilíngue por Ana Lúcia Furtado, revisão de Cristina Freitas, que também deixou suas impressões em forma de inspiradíssimos e excelentes poemas, escritos especialmente para o livro; e impressão gráfica a cargo da Rona Editora. O livro foi patrocinado pela Dyteck, Egesa, Fitedi, JMN, Magnesita, Magneti Mareli, Mão à Obra, Minerita, Ouro Minas, Supermercados Rena, Saint-Gobain Canalização e Fundição Sideral, todos através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

Segue o poético texto do jornalista Airton Guimarães. Leiam, percebam, sintam os sabores, as imagens, curtam...

“Somos um homem-pássaro. Como convém àquele que deseja viajar para além das montanhas.
Vamos decolar dessa região central, onde situa-se a capital mineira, de um ponto específico e marco significativo: a Praça do Papa, de onde o Pontífice saudou o belo horizonte.
Antes de despedirmo-nos da Capital, um olhar noturno sobre a região da Lagoa da Pampulha: o Mineirão, o Mineirinho, a igrejinha de S. Francisco de Assis, projetada por Oscar Niemeyer.
O crepúsculo envolve as montanhas. E depois, quando do alvorecer, encontramos outros homens-pássaros que, como nós, vasculham o conhecido e o desconhecido.
Passeando pelo espaço, deparamo-nos com o Santuário do caraça, com suas tradições e história que vêm desde 1820, também habitat dos lobos-guará, que à noite aproximam-se mansos à cata de comida e, depois dela, se afastam para o ritual que se repetirá na noite seguinte.
Em terra, frente à mesa farta, os saberes e fazeres de um autêntico café colonial mineiro, regado a broa de fubá, bolo de milho, biscoito de polvilho, rosca-da-rainha, pão folhado, queijo-de-minas...
Para conhecer e exuberância da flora, um passeio pelo Parque Florestal do Inhotim, em Brumadinho, lugar em que o meio ambiente vive em interação com arte contemporânea.
Do nível do solo para um andar abaixo, a gruta da Lapinha, em Lagoa Santa. Com seus 511 metros de extensão, 40 metros de profundidade e as infinidades de formas surpreendentes, como a couve-flor, a cascata, a cortina e as pirâmides.
O circuito do ouro encontra-se diante de nós, região do berço da história de Minas, Mariana, a primeira vila e cidade do estado. Ouro Preto, a primeira capital da nova capitania criada em 1720, com sua riqueza e perene religiosidade como a Semana Santa e Corpus Christi. E Congonhas, a cidade dos profetas de Aleijadinho.
Somos, todavia, andarilhos do ar.”

Márcio Carvalho é graduado em Gestão Empresarial pela Universidade de Itaúna. Natural e residente na cidade de Itaúna/MG. Fotógrafo profissional desde 1991, atuando na área de fotografia industrial, diretor e fundador da Associação Universo Cultural, Vice Presidente e um dos fundadores do Clube de Aviação de Itaúna, e detentor de vários prêmios em nível nacional, tendo sido eleito o melhor fotógrafo da cidade de Itaúna, de 1999 a 2003. Recebeu o Troféu Evidência por dois anos seguidos, 2004 e 2005, promoção do Jornal S' Passo. Em 2007 foi selecionado para o concurso “Retratos do Meu País”, na novela “Páginas da Vida”, da Rede Globo. Depois de um passeio pelas cidades históricas de Minas, o registro de suas paisagens foi reunido em um volume, publicado em 2005, Cidades Históricas Mineiras. O sucesso do livro rompeu as fronteiras do Estado, fazendo com que Márcio Carvalho recebesse convites para exposições, inclusive no exterior, tendo realizado uma em Washington, Estados Unidos, e outra em Madri, na Espanha, nos anos de 2005 e 2006, respectivamente. Em novembro de 2007 publicou “Viver Belo Horizonte”, livro prefaciado pelo prefeito Fernando Pimentel, obra que mostra a Capital mineira em toda sua pujança e beleza centenária. A convite da Secretaria de Turismo do Estado de Minas Gerais realizou na segunda quinzena de fevereiro de 2008, no aeroporto de Confins, a exposição “Cidades Mineiras”, dentro das festividades da inauguração da linha aérea Lisboa/Confins pela TAP Portugal, e posteriormente na cidade de Lisboa, Portugal a exposição denominada “Minas Gerais – 30 lugares inesquecíveis”. Está com um novo projeto, ainda para este ano de 2010, aprovado pelo Ministério da Cultura. Trata-se de Brasília 50 anos, livro comemorativo do cinquentenário da construção da Capital Federal.
Contatos com o autor: marcio@marciocarvalho.net








domingo, 1 de agosto de 2010

Sanráh lança DVD com participação de Cláudio Zoli.

















Foto: Neire Leal
“Ser feliz\e mais nada/(...)”(Sanráh-Rei Batuque)
Venho há alguns meses acompanhando a trajetória do músico Sanráh, artista mineiro de muito talento e sensibilidade, que supera expectativas. Ele vem apresentando para o público, um interessante repertório musical.
Além do excelente trabalho com a música, o jovem Sanráh também sabe escolher, para compartilhar sua mensagem musical, ótimos parceiros. A sua mais recente parceria, por enquanto em palco, foi com o músico Cláudio Zoli que teve uma participação especial, muito simpática, no show de lançamento de seu primeiro DVD\CD ao vivo, intitulado “Ser feliz e mais nada”; gravado no dia 21 de novembro de 2009, na casa de shows Revista Viva, na capital mineira. O lançamento do DVD aconteceu no dia 09 de julho, no Teatro da Biblioteca Pública Estadual em Belo Horizonte\MG.
No DVD, Sanráh mostra uma coletânea de seus 3 CDs autorais gravados em estúdio; a banda que o acompanha é formada por Luciano Corrêa na bateria, Davi Lannes no contrabaixo, Léo Moura no saxofone e flauta, Flávio Barreto nos teclados e Neguinho, Jaiminho e Vinicius Motta nos vocais.
“ Ser feliz e mais nada” tem produção executiva de Marluce Albino, produção e iluminação de Renato Aguilar, assistência de produção de Luciane Assunção, fotografias de Neire Leal, gravação de áudio de Rodrigo Lourenço e Werlei Santos e gravação de vídeocaptura e Sinc; Criat-te Produtora. A gravação teve participações especiais de Lecy Geovane, Bruno Lopes, Nito Landau, Rei Batuque e Grupo Bloco Show G Juventude Polícia.

A apresentação de abertura, do belíssimo Show de lançamento do DVDCD, foi feita pelo poeta Gonzaga Medeiros. A produção executiva ficou a cargo da Almazen Produtora, direção de Marluce Albino, assistência de produção de Luciane Assunção e Áthila Sousa, produção de arte de Deborah Cabral, direção de palco de Rodrigo Lourenço (Ratão), sonorização a cargo de Supersom BH, tendo no palco os músicos Sanráh na guitarra, violão e voz, Davi Lennes no baixo, Leo Moura no saxofone e flauta, Flávio Barreto nos teclados, Luciano Corrêa na bateria, Vinícius Motta e Davi Lannes nos backing vocals, com a presença do Grupo Bloco Show Juventude Polícia.
O show no Teatro da Biblioteca Pública Estadual, como se esperava, foi realizado com casa cheia.
Nascido em Brumadinho\MG – Brasil, o cantor, compositor e instrumentista Sanráh vai levando, com muito orgulho, a cultura de Minas Gerais para o cenário Nacional.
Um boa pedida é conhecer o CD\DVD deste artista mineiro. Pedidos poderão ser feitos através do e-mail: angelosanrah@gmail.com ou pelos telefones: (31) 9999.1990 e 8568.1990. Site: http://www.sanrah.com/